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Qual tinta usar no asfalto para demarcação viária?

Equipe com EPI aplicando tinta de demarcação viária em pavimento asfáltico com cones de isolamento.

Não existe uma única tinta indicada para todo tipo de asfalto ou obra de sinalização. A escolha deve considerar o projeto, o contrato, a condição real do pavimento, o equipamento disponível, o desempenho exigido e a necessidade de retrorrefletividade.

Uma tinta adequada para determinada condição pode não apresentar o mesmo resultado em outro pavimento. Asfalto novo, superfície oxidada, áreas com reparos, pintura antiga, umidade, óleo, poeira ou exsudação exigem avaliações diferentes antes da aplicação.

Em sinalização horizontal, a tinta não trabalha isoladamente. Quando previstos, tinta, microesferas de vidro, diluente compatível, equipamento, preparação da superfície e controle de execução formam um sistema. A incompatibilidade entre esses elementos pode prejudicar aderência, cobertura, espessura, retrorrefletividade e durabilidade.

Qual tinta usar no asfalto: comece pelo projeto e pelo pavimento

Antes de escolher entre tinta base água ou base solvente, verifique se o edital, memorial descritivo, projeto ou contrato já define:

  • tecnologia da tinta;
  • referência normativa;
  • cor;
  • espessura;
  • método de aplicação;
  • tipo e taxa de microesferas;
  • critérios de aceitação;
  • retrorrefletividade inicial ou residual;
  • procedimento de medição;
  • prazo para liberação do tráfego.

Quando o documento contratual define o sistema, uma substituição não deve ser feita somente por preço, disponibilidade ou preferência do aplicador. A mudança precisa ser tecnicamente analisada e, quando necessário, aprovada pelo responsável pela obra.

Para tintas acrílicas, a ABNT NBR 13699:2021 trata da tinta à base de resina acrílica emulsionada em água, enquanto a ABNT NBR 11862:2020 trata da tinta acrílica à base de solvente. Essas referências estabelecem requisitos dos respectivos produtos.

A execução e a avaliação da demarcação devem observar a ABNT NBR 15405, e as esferas e microesferas de vidro devem atender à ABNT NBR 16184:2021. Projeto, contrato, boletim técnico e exigências do órgão responsável continuam prevalecendo na definição do sistema.

Tabela de decisão para a obra

  • Edital, projeto ou memorial já define a tinta: seguir a tecnologia, a espessura, as microesferas e os critérios de aceitação especificados.
  • Sistema base água é compatível com a obra: avaliar a RODOPLAST de acordo com pavimento, clima, equipamento, projeto e contrato.
  • Sistema base solvente é exigido ou tecnicamente compatível: avaliar a RODOCRYL conforme equipamento, superfície, pintura existente e requisitos contratuais.
  • A obra exige visibilidade noturna: especificar o sistema de microesferas RODOGLASS, diferenciando corretamente drop-on e pré-mix.
  • Asfalto está úmido, contaminado, instável ou com exsudação: não iniciar a pintura automaticamente. Preparar e avaliar tecnicamente a superfície antes da aplicação.
  • Existe demarcação anterior: verificar aderência e compatibilidade. Camadas soltas ou incompatíveis precisam ser tratadas conforme o projeto e a orientação técnica.
  • É necessário ajustar a viscosidade da RODOCRYL: utilizar RODOSOLV somente quando tecnicamente necessário, de forma gradual e dentro da orientação formal da RODOPAV.
  • A obra inclui tachas ou tachões: tratar a fixação como sistema separado. Tinta para demarcação não substitui adesivo próprio para dispositivos.

A tabela orienta a coleta das informações, mas não substitui o projeto, o contrato, os boletins técnicos ou a avaliação do responsável pela execução.

Quando avaliar tinta base água no asfalto

A RODOPLAST — tinta para demarcação viária à base de água é formulada com resina acrílica emulsionada em água. Sua adequação deve ser verificada conforme o pavimento, o equipamento, as condições ambientais e os requisitos da obra.

O produto é fornecido pronto para uso. Quando um ajuste for realmente necessário, a orientação publicada é utilizar somente água limpa, limitada a até 5% em volume. RODOSOLV ou outro diluente base solvente não deve ser utilizado na RODOPLAST.

Por ser um sistema acrílico emulsionado em água, essa tecnologia tende a apresentar menor presença de solventes orgânicos que uma formulação base solvente. Isso não significa que o produto seja isento de cuidados de segurança. Manuseio, EPI, armazenamento, ventilação e destinação de resíduos devem seguir a FDS vigente e os procedimentos aplicáveis.

Antes da aplicação, a superfície deve estar íntegra, seca e livre de poeira, óleo, graxa, lama e materiais soltos. Temperatura, umidade, ponto de orvalho, previsão de chuva e condições de cura também precisam ser verificados.

Quando a obra exige retrorrefletividade, a RODOPLAST pode compor um sistema com as microesferas de vidro RODOGLASS. Tipo, taxa e método de aplicação devem seguir o projeto, o contrato e a ABNT NBR 16184:2021.

Quando avaliar tinta base solvente no asfalto

A RODOCRYL — tinta para demarcação viária à base de solvente é uma tinta acrílica estirenada para sinalização horizontal. Ela pode ser avaliada quando o projeto, o contrato, o equipamento, a superfície ou a compatibilidade com o sistema existente indicarem uma tecnologia base solvente.

A escolha não deve ser baseada apenas em uma expectativa genérica de maior resistência ou secagem mais rápida. O desempenho depende da formulação, da espessura aplicada, do pavimento, do tráfego, da preparação da superfície, das condições ambientais e do controle da execução.

Não utilize diluente genérico. Quando o ajuste da RODOCRYL for tecnicamente necessário, o RODOSOLV deve ser adicionado gradualmente, limitado a até 5% em volume e conforme orientação formal da área técnica da RODOPAV.

O excesso de diluente pode reduzir cobertura, espessura e desempenho. A adição também precisa ser registrada para permitir rastreabilidade durante a execução.

Quando prevista, a RODOCRYL pode integrar um sistema com RODOGLASS. O tipo e a taxa de microesferas não devem ser definidos de forma automática: dependem do projeto, do órgão responsável, do método de aplicação e do desempenho exigido.

Microesferas drop-on e pré-mix cumprem funções diferentes

Faixas visíveis durante o dia não garantem desempenho noturno. Quando a retrorrefletividade é exigida, o sistema precisa utilizar microesferas compatíveis, aplicadas conforme o tipo especificado.

As microesferas drop-on, como as RODOGLASS II-A e II-C, são aplicadas sobre a tinta ou material de demarcação ainda úmido. Elas permanecem na superfície da película e contribuem para a retrorrefletividade inicial.

A microesfera pré-mix I-B é incorporada à tinta antes da aplicação, sob agitação. Ela permanece no interior da película e é exposta progressivamente pelo desgaste.

Portanto, não é correto tratar todas as microesferas como se fossem aplicadas da mesma forma. Tipo, taxa, sequência, distribuição e ancoragem devem seguir o projeto, o contrato, o boletim técnico e a ABNT NBR 16184:2021.

A retrorrefletividade depende do conjunto: tinta, tipo de microesfera, granulometria, taxa, distribuição, ancoragem, espessura da película, equipamento, execução e desgaste. Aplicar uma quantidade maior sem critério não garante melhor resultado.

Para conhecer as funções e diferenças entre os tipos disponíveis, consulte o guia Microesfera drop-on ou pré-mix: diferenças entre II-A, II-C e I-B.

Preparação do asfalto influencia o resultado

Antes da demarcação, inspecione o trecho e identifique:

  • umidade;
  • poeira ou material solto;
  • óleo, combustível ou graxa;
  • lama;
  • pintura anterior sem aderência;
  • reparos recentes;
  • trincas e buracos;
  • exsudação de ligante;
  • diferenças de textura e absorção.

A preparação pode envolver varrição, sopro, lavagem tecnicamente compatível, remoção de materiais soltos e tempo suficiente para secagem. O procedimento deve ser definido conforme a condição encontrada e sem deixar resíduos que prejudiquem a aderência.

Asfalto novo ou áreas remendadas podem responder de forma diferente do restante do trecho. Por isso, não se deve presumir que toda a obra terá o mesmo consumo ou acabamento.

Quando houver pintura anterior, verifique sua aderência e a compatibilidade com o novo material. Sobrepor uma camada nova sobre uma demarcação solta ou incompatível pode transferir o problema para o sistema recém-aplicado.

Equipamento e trecho de teste

Pistola manual, equipamento airless, máquina autopropelida e sistemas com aplicação simultânea de microesferas possuem capacidades e regulagens diferentes. A tinta precisa ser compatível com o equipamento, a vazão, o bico, a pressão e a velocidade de aplicação.

Antes de iniciar uma grande metragem, execute um trecho de teste conforme o procedimento da obra. Verifique:

  • cobertura;
  • largura e alinhamento;
  • uniformidade;
  • espessura;
  • secagem;
  • aplicação e distribuição das microesferas;
  • aparência da faixa;
  • consumo real do sistema.

O trecho de teste ajuda a ajustar o equipamento, mas não substitui os ensaios, medições ou critérios de aceitação exigidos pelo projeto e pelo contrato.

Checklist para solicitar uma recomendação técnica

Para que a recomendação seja objetiva, reúna:

  1. tipo de aplicação;
  2. condição do pavimento;
  3. presença de demarcação antiga;
  4. área ou metragem;
  5. cores necessárias;
  6. equipamento disponível;
  7. exigência de microesferas e retrorrefletividade;
  8. prazo de execução;
  9. município e local de entrega;
  10. edital, memorial, projeto ou critério de medição, quando existentes.

Essas informações permitem avaliar tinta, microesferas e diluente como um sistema, evitando uma escolha baseada somente no preço por balde ou no rendimento teórico.

Solicite orientação para sua obra

A melhor tinta para o asfalto é aquela compatível com o pavimento real, o equipamento disponível, o projeto e o resultado exigido.

Envie os dados da obra para a RODOPAV avaliar se o sistema deve considerar RODOPLAST, RODOCRYL, RODOGLASS e, quando tecnicamente necessário, RODOSOLV.

Solicitar orientação técnica à RODOPAV

Referências técnicas